O que pode levar uma pessoa capaz, com elevadas competências e a viver o auge das suas capacidades a apresentar um desempenho aquém das expectativas? A fadiga pode ser uma das respostas.

A fadiga corresponde a um processo metabólico e neurofisiológico que se desenvolve ao longo de um período de trabalho físico ou mental intenso ou prolongado. A fadiga pode ocasionar sérias consequências sobre vários sistemas do organismo, levando, muito frequentemente, a uma diminuição do desempenho e a uma quebra de rendimento físico e mental. Uma das dificuldades da fadiga prende-se com o seu caráter subjetivo, de árdua identificação, que avança insidiosa e involuntariamente sobre o indivíduo.

A fadiga pode resultar de diferentes causas, como a reduzida qualidade ou quantidade de sono, fatores ergonómicos, excesso de trabalho e de responsabilidades, excesso de rotinas ou de tarefas repetitivas, alimentação desajustada e doenças. Mas convém ter em conta que a fadiga mental, também pode surgir devido ao excesso de sedentarismo; neste caso a prática de exercício físico ou de uma atividade regular pode ser a solução ideal. Independentemente da fadiga ser de tipo muscular ou mental, normalmente tem como principais sintomas a sensação de cansaço ou de esgotamento, a fraqueza muscular e anímica geral, a dor e a tensão muscular, a falta de energia, dificuldades gástricas, sintomas de ansiedade e de stress, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, aumento das frequências cardíaca e respiratória, redução da motivação geral, aumento da sonolência e dificuldades para se concentrar, tomar decisões e para focar a atenção a um dado objeto.

De acordo com os académicos Mary Rose e Nilgun Giray (2013), a fadiga, independentemente de ser de tipo muscular ou mental, tende a estar associada a algum tipo de problema ou dificuldade relacionada com o sono, quer seja ao nível da privação ou da constante desregulação do sono, quer seja ao nível da reduzida qualidade ou quantidade de sono. A partir desta ótica, os autores recomendam que as principais medidas preventivas devem centrar-se ao nível do estímulo à prática de exercício físico ou de atividades regulares, do controlo do stress e das cargas de trabalho e de responsabilidades e da promoção da qualidade de vida, da saúde e do bem-estar.

A fadiga corresponde ao produto de vários fatores que estão relacionados às necessidades fisiológicas, de sono e ritmos biológicos internos (Caldwell, Mallis, Caldwell, Paul, Miller & Neri, 2009). Como tal, tendo em consideração os contextos laborais e socioeconómicos que se vivem na atualidade, a par com a pressão e com as crescentes exigências que nos forçam a aceitar trabalhar mais e a disfrutar e a dormir cada vez menos e com menor qualidade, parece que caminhamos rumo a uma pandemia subtil de fadiga e de stress que se propagará, gradualmente.

Nas últimas semanas, tem vindo a cansar-se mais facilmente? O volume de trabalho tem sido excessivo? Tem tido dificuldades para dormir? Tem tido dificuldades em concentrar-se nas suas atividades? Caso as respostas sejam afirmativas, então tenha muita atenção, pois a fadiga pode estar a instalar-se em si, sem que se aperceba. Em caso de dúvida, ou melhor ainda, em caso de pretender prevenir-se quanto ao surgimento de fadiga ou de stress, consulte o SHALUM – SPA ON THE WAY e siga a tendência atual ao praticar atividades regulares, à sua medida.

Referências:
Rose, M., & Giray, N. (2013). Universal Fatigue Management Strategies. Sleep Med Clin, 8, 255-263.
Caldwell, J. A., Mallis, M., Caldwell, J. L., Paul, M, Miller, J., & Neri, D. (2009). Fatigue Countermeasures in Aviation. Aviation, Space, and Environmental Medicine, 80(1), 29-59.

Autor: Luís Vieira | luisvieira@shalumspa.com

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